quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma nova teoria para a origem da vida


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Jeremy England, 31, físico no MIT (Massachusetts Institute of Technology), acha que encontrou a força que impulsiona a origem e a evolução da vida.
Primeiramente, por que a vida existe?
Hipóteses populares creditam uma sopa pré-biótica, uma imensa quantidade de raios e um tremendo golpe de sorte. Mas se uma nova teoria estiver correta, a sorte pode ter exercido um papel mínimo. Em vez disso, de acordo com o físico que propõe a ideia, a origem e a subsequente evolução da vida seguem um padrão das leis fundamentais da natureza e “deve ser tão natural quanto pedras rolando por uma ladeira”.
No ponto de vista da física, há uma diferença essencial entre seres vivos e aglomerados inanimados de átomos de carbono: o primeiro tende a ser bem melhor em absorver a energia do seu ambiente e dissipar ela em forma de calor. Jeremy England, 31, professor no MIT (Massachusetts Institute of Technology), tem desenvolvido uma fórmula matemática que ele acredita que possa explicar essa capacidade. A fórmula, baseada em uma física já conhecida, indica que quando um grupo de átomos é guiado por uma fonte externa de energia (tal como o Sol ou combustíveis químicos) e cercada por um meio que mantenha o calor (como o oceano ou a atmosfera), ele provavelmente irá se reestruturar gradualmente, de forma a dissipar cada vez mais energia. Isso poderia significar que em determinadas condições, a matéria pode inevitavelmente adquirir o atributo físico associado à vida.
Células do musgo Plaguimnium, com cloroplastos visíveis, organelas responsáveis pela fotossíntese. Imagem por: Kristian Peters
Células do musgo Plaguimnium, com cloroplastos visíveis, organelas responsáveis pela fotossíntese. Imagem por: Kristian Peters
“Você começa com um aglomerado aleatório de átomos, e, se você deixá-lo exposto à luz por um determinado tempo, não seria surpreendente se você conseguisse uma planta”, diz England.
A teoria de England está destinada a fundamentar e sustentar, ao invés de substituir, a teoria da evolução de Darwin, que pode prover uma poderosa descrição da vida. “Eu certamente não estou dizendo que as ideias darwinianas estão erradas”, ele explica. “Muito pelo contrário, eu só estou dizendo que, de acordo com a perspectiva da Física, você pode chamar a evolução darwiniana de um caso específico de um fenômeno generalizado”
Sua ideia, detalhada em um paper e mais bem elaborada em palestras das quais ele está dando para universidades ao redor do mundo, gerou uma polêmica entre seus colegas, que veem isso como um tênue ou um potencial avanço.
England avançou “um bravo e importante passo”, diz Alexander Grosberg, professor de Física na Universidade de Nova Iorque que tem seguido os trabalhos de England desde os primeiros estágios. A “grande esperança” é como ele tem identificado o princípio da física subjacente que vem conduzindo a origem e a evolução da vida.
“Jeremy é apenas o mais brilhante jovem cientista do qual eu já ouvi falar”, diz Atilla Szabo, um biofísico do Laboratório de Físico-Química do NIH (National Institutes of Helth), que apoiou England e sua teoria depois de conhecê-lo em uma conferência. “Eu fiquei surpreso com a originalidade das ideias”.
Outros, tal como Eugene Shakhnovich, um professor de Química, Bioquímica e Biofísica na Universidade de Havard, não estão convencidos. “As ideias de Jeremy são interessantes e potencialmente promissoras, mas neste ponto ele é bastante especulativo, especialmente quando está se referindo ao fenômeno da vida”, diz Shakhnovich.
Os resultados teóricos de England são considerados válidos. É, em sua interpretação, o que os torna improváveis. Mas já há ideias de como testar essa interpretação no laboratório.
“Ele está tentando algo radicalmente diferente”, diz Mara Prentiss, professora de física da Universidade de Harvard. “Em linhas de organização, eu acho que ele tem uma ideia fabulosa. Certa ou errada, valerá muito a pena a sua investigação”
Simulação gráfica por Jeremy England e seus colegas, onde mostra um sistema de partículas confinadas dentro de um líquido viscoso do qual as partículas destacadas de turquesa são estimuladas por uma força. Depois de um tempo (de cima para baixo), a força provoca a formação de mais ligações entre as partículas. Imagem cedida por:  Jeremy England
Simulação gráfica por Jeremy England e seus colegas, onde mostra um sistema de partículas confinadas dentro de um líquido viscoso do qual as partículas destacadas de turquesa são estimuladas por uma força. Depois de um tempo (de cima para baixo), a força provoca a formação de mais ligações entre as partículas. Imagem cedida por: Jeremy England
Na sua monografia “O que é vida?”, em 1944, o eminente físico quântico Erwin Schrödinger argumentou que isto é o que os seres vivos precisam. Uma planta, por exemplo, absorve extremamente a luz solar, usa ela para produzir açúcares e “ejeta” luz infravermelha. A entropia total do universo aumenta durante a fotossíntese à medida que a luz solar se dissipa.
A vida não viola a Segunda Lei da Termodinâmica, mas até recentemente, físicos eram incapazes de usar a Termodinâmica para explicar porque ela deve surgir em primeiro lugar. Na época de Schrödinger, eles só poderiam resolver as equações da Termodinâmica aplicadas em sistemas fechados em equilíbrio. Na década de 60, o físico belga Ilya Prigogine teve progresso em prever o comportamento de sistemas abertos movidos por fontes de energia internas (o motivo dele ter ganho o Prêmio Nobel de Química em 1977). Mas o comportamento dos sistemas que estavam longe de um equilíbrio, conectados com o ambiente externo e fortemente influenciados por fontes externas de energia, não poderiam ser previstos.
A situação mudou mais tarde. na década de 90, devido, principalmente, ao trabalho de Chris Jarzynski, agora na Universidade de Maryland, e de Gavin Crooks, agora no Labotarótio Nacional Lawrence Berkeley. Jarzynski e Crooks mostraram que a entropia produzida por um processo termodinâmico, tal como o resfriamento de um copo de café, corresponde a uma simples razão: a probabilidade de que os átomos vão submeter-se a tal processo dividida pela probabilidade deles sofrerem o processo inverso (isto é, a interação espontânea de tal modo que o café aquece). A fórmula, ainda que rigorosa, poderia ser, em princípio, aplicada para qualquer processo termodinâmico, não importando o quão rápido ou longe do equilíbrio. “Nossa compreensão do equilíbrio de Mecânica Estática melhorou muito”, Grosberg disse. England, que é treinado em Física e Bioquímica, começou seu próprio laboratório no MIT há dois anos e decidiu aplicar o seu conhecimento de Física Estática em biologia.
Usando a formulação de Jarzynski e Crooks, ele derivou uma generalização da Segunda Lei da Termodinâmica que atribui a certos sistemas de partículas com certas características: os sistemas são fortemente movidos por uma fonte externa de energia tal como uma energia eletromagnética, e eles podem descartar calor em um banho circundante. Essa classe de sistemas inclui todos os seres vivos. England, então, determinou o quanto os sistemas tendem a evoluir ao longo do tempo à medida que a irreversibilidade aumenta. “Nós podemos mostrar, de forma muito simples, a partir da fórmula, que os resultados evolutivos vão ser aqueles que absorvem e dissipam mais energia para o ambiente externo, no caminho para chegarem lá”, ele diz. As descobertas fazem um senso intuitivo: partículas tendem a dissipar mais energia quando elas são estimuladas por uma força motriz.
“Isto significa que os aglomerados de átomos rodeados por um banho de certa temperatura, como a atmosfera ou o oceano, devem tender, ao longo do tempo, a se organizarem para repercutir melhor com as fontes de trabalho mecânicas, eletromagnéticas ou químicas nos seus ambientes”, England explica.
Courtesy of Michael Brenner/Proceedings of the National Academy of Sciences
Cachos de Esferas Auto-Replicativas: De acordo com a nova pesquisa da Harvard, o revestimento das superfícies das esferas podem causar a espontânea montagem em uma estrutura determinada, tal como o politetraedro (vermelho), o que faz que as esferas vizinhas percorram o mesmo caminho.
A auto-replicação (ou reprodução, em termos biológicos), é o processo que move a evolução da vida na Terra, é um mecanismo pelo qual um sistema pode dissipar uma ascendente quantidade de energia ao longo do tempo. Como England cita, é “uma boa forma de se dissipar é fazendo cópias de si mesmo”. Em um paper para Journal of Chemical Physics, ele informou o mínimo teórico para que a dissipação possa ocorrer durante a auto-replicação das moléculas de RNA e das células bacterianas, e mostrou que é muito perto dos reais valores de dissipação que esses sistemas podem ter enquanto replicam. Ele também mostrou que o RNA, o ácido nucleico, que muitos cientistas acreditam que serviu como precursor do DNA, é particularmente um material simples e “barato”. Uma vez que o RNA surgiu, ele argumenta, a sua “aquisição darwiniana” não foi, talvez, surpreendente. A química da sopa pré-biótica, mutações aleatórias, geografia, eventos catastróficos e outros inúmeros fatores contribuíram para os detalhes da diversidade das fauna e flora do planeta. Mas, de acordo com a teoria de England, o princípio subjacente que conduz todo o processo é resultado da adaptação orientada à dissipação da matéria.
Cachos de Esferas Auto-Replicativas: De acordo com a nova pesquisa  da Harvard, o revestimento das superfícies das esferas podem causar a espontânea montagem em uma estrutura determinada, tal como o politetraedro (vermelho), o que faz que as esferas vizinhas percorram o mesmo caminho. Imagem por: Michael Brenner
Cachos de Esferas Auto-Replicativas: De acordo com a nova pesquisa da Harvard, o revestimento das superfícies das esferas podem causar a espontânea montagem em uma estrutura determinada, tal como o politetraedro (vermelho), o que faz que as esferas vizinhas percorram o mesmo caminho. Imagem por: Michael Brenner
Esse princípio também se aplicaria à matéria inanimada. “É muito tentador especular os fenômenos da natureza, nós podemos, agora, caber nessa grande tenda de organização e adaptação pela dissipação-condução”, England diz. “Muitos exemplos como esse poderiam estar bem debaixo do nosso nariz, mas não os notamos porque não temos estado a observá-los”.
Cientistas já observaram a auto-replicação em sistemas inanimados. De acordo com a nova pesquisa, liderada por Philip Marcus, da Universidade da Californa, Berkley, e divulgada naPhysical Review Letters, em Agosto, vórtices em fluidos turbulentos replicam-se espontaneamente através da energia da matéria ao seu redor. Em um outro paper publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, Michael Brenner, um professor de Matemática Aplicada e Física de Harvard e seus colaboradores apresentaram modelos teóricos e simulações de microestruturas que se auto-replicam. Esses aglomerados de microesferas, especialmente revestidas, dissipam energia por estimular esferas próximas a formar aglomerados idênticos. “Isto se liga muito ao que Jeremy está dizendo”, Brenner diz.
Além da auto-replicação, a organização estrutural é outro meio pelo qual os sistemas são fortemente impulsionados para dissipar energia. Uma planta, por exemplo, é melhor em capturar e rotear a energia solar através de si que um aglomerado de átomos de Carbono não estruturados. Assim, England argumenta que, sob certas condições, a matéria irá espontaneamente se auto-organizar. Essa tendência poderia explicar a ordem interna dos seres-vivos e de muitas estruturas inanimadas. “Flocos de neve, dunas de areia e vórtices turbulentos, todos têm em comum que são estruturas definitivamente moldadas que surgem em muitos sistemas de partículas conduzidos por um processo dissipativo”, ele diz. Condensação, vento e resistência do ar são relevantes processos nesses casos particulares.
“Ele está me fazendo pensar que a distinção entre seres-vivos e inanimados é apagada”, diz Carl Franck, um Físico Biológico da Universidade de Cornell, em um e-mail. “Estou particularmente impressionado por essa noção de quando um considera sistemas tão pequenos quanto circuitos químicos envolvendo algumas biomoléculas.
A ideia ousada de England, muito provavelmente, irá sofrer um exame bastante detalhado nos anos seguintes. Ele está, por enquanto, trabalhando apenas com simulações gráficas feita em computador para testar a sua teoria de que os sistemas de partículas adaptam suas estruturas para facilitar a dissipação de energia. O próximo passo será fazer experimentos em sistemas reais.
Prentiss, que dirige um laboratório de Biofísica Experimental em Havard, diz que a teoria de England pode ser testada a partir da comparação de células com diferentes mutações e procurando a correlação entre a quantidade de energia que as células dissipam com as suas taxas de replicação. “É preciso ter cuidado porque uma mutação poderia ter resultados diferentes”, ela diz. “Mas se alguém continuar fazendo muitos desses experimentos em diferentes sistemas e se são de fatos correlacionados, isto quer dizer que ele é o princípio de organização correto”.
Se a teoria estiver correta, a mesma física que se identifica como responsável pela origem dos seres-vivos poderia explicar a formação de mais outras estruturas padronizadas na natureza. Flocos de neve, dunas de areia e vórtices auto-replicativos em um disco protoplanetário podem ser exemplos de uma adaptação à dissipação. Imagem por: Wilson Bentley
Se a teoria estiver correta, a mesma física poderia explicar a formação de mais outras estruturas padronizadas na natureza. Flocos de neve, dunas de areia e vórtices auto-replicativos em um disco protoplanetário podem ser exemplos de uma adaptação à dissipação. Imagem por: Wilson Bentley
Brenner diz que ele espera conectar a teoria de England com as suas próprias construções de microesferas e determinar se a teoria prediz corretamente que os procedimentos de auto-replicação e auto-montagem possam ocorrer – “uma questão fundamental na ciência”, ele diz.
Ter um princípio fundamental da vida evolução daria a pesquisadores uma perspectiva mais ampla sobre o surgimento da estrutura e a sua função nos seres-vivos, muitos dos pesquisadores dizem. “A seleção natural não explica certas características”, diz Ard Louis, um biofísico da Universidade de Oxford, em um e-mail. Essas características incluem uma mudança hereditária para a expressão genética chamada “metilação”, o aumento da complexidade na ausência da seleção natural, e certas mudanças moleculares que ele recentemente estudou.
Se a abordagem de England continuar sendo testada, ela poderá liberar mais ainda os biólogos e fazer com que eles busquem mais a explicação darwinista para todas as adaptações e permitir com que eles pensem mais de modo geral, em termos da organização orientada pela dissipação. Eles podem achar, por exemplo, que “a razão que um organismo mostra certa característica X ao invés de Y talvez não seja porque X é mais capaz que Y, mas sim porque as restrições físicas tornaram mais fácil evoluir para X do que para Y”, Louis diz.
“As pessoas muitas vezes ficam presas pensando sobre seus problemas individuais”, Prentiss diz. Querendo ou não, as ideias de England virão a ser exatamente certas, ela diz, “pensar de forma mais ampla fará com que muitas descobertas científicas sejam feitas”.

Artigo por Natalie Wolchover, publicado no site da Simons Foundation, em 22 de Janeiro de 2014, com título A New Physics Theory of Life e no site da Scientific American, em 28 de Janeiro de 2014, com o mesmo título.
Via http://universoracionalista.org/uma-nova-teoria-para-a-origem-da-vida/

Físicos querem saber se na verdade estamos todos vivendo em um holograma

O universo inteiro é um holograma? A pergunta pode parecer maluca, mas é muito séria, e está no centro de um problema fundamental na física. E um novo experimento no Fermilab pode trazer a resposta.
O Fermilab, um campus de pesquisa financiado pelo governo americano, é mais conhecido por ter o segundo maior acelerador de partículas do mundo – era o maior, até o LHC lhe tirar o título em 2009. Desde então, o Fermilab vem realizando projetos de física menores em tamanho físico, mas não menos ambiciosos.
O experimento Holometer, de Craig Hogan, é um deles. Há anos, Hogan vem construindo dois instrumentos subterrâneos em forma de L para medir o “ruído” que pode comprovar o princípio holográfico.
holometer holograma fermilab (2)Vista de cima do Holometer
O que, exatamente, é o princípio holográfico? Trata-se de uma ideia para conciliar a teoria da gravidade (ou da relatividade geral) e a física quântica de Einstein. A relatividade geral funciona nas grandes escalas de planetas e galáxias, enquanto a física quântica reina em escalas menores que um átomo – deve haver uma teoria abrangente que unifique as duas.
O princípio holográfico diz que o espaço 3D é um holograma que surge da informação impressa em uma superfície 2D. Esta informação é armazenada como bits – assim como em computadores – mas em uma escala 10 trilhões de trilhões de vezes menor do que um átomo, conhecida como a escala de Planck.
“De acordo com Hogan, em um mundo de bits, o espaço é quântico: ele emerge dos bits discretos na escala de Planck”, explica Michael Moyer na Scientific American. “E se ele é quântico, ele deve sofrer as incertezas inerentes à mecânica quântica. Ele não fica parado, como um pano de fundo para o cosmos. Em vez disso, flutuações quânticas fazem o espaço vibrar, mudando o mundo ao seu redor.”
holometer holograma fermilab (3)Os interferômetros que compõem o Holometer
O Holometer é projetado para medir essas flutuações, ou o “jitter quântico do espaço”. Um feixe de laser é dividido entre os dois braços de dois interferômetros, os instrumentos em forma de L. Esses feixes são então comparados para revelar qualquer interferência, o que pode ser um sinal do jitter no espaço.
O experimento Holometer está apenas começando, por isso não esperamos quaisquer respostas definitivas em breve. Mas se descobrirem que na verdade somos todos hologramas, valerá a pena esperar. [Fermilab, Scientific American]
Imagens por Fermilab
Via http://gizmodo.uol.com.br/fisica-holograma/

Brilho vermelho no oceano surpreende pilotos no Pacífico

Um piloto e seu co-piloto viram um brilho laranja e vermelho misterioso sobre o Oceano Pacífico. 

As luzes estranhas foram vistas ao sul da península russa de Kamchatka, durante o vôo de um Boeing 747-8 a partir de Hong Kong até Anchorage, Alaska. 


E, embora nenhuma explicação ainda foi dada, pensa-se que pode ter se originado a partir da explosão de um grande vulcão sob a superfície do oceano. 

O piloto holandês JPC van Heijst explicou que eles avistaram um flash intenso de luz como um relâmpago, dirigido verticalmente para cima, à distância. 

Isto foi seguido por um brilho vermelho e laranja profundo 20 minutos depois. 

E a experiência deixou van Heijst um pouco perturbado, devido à falta de uma explicação para o que aconteceu. 

"Ontem à noite, sobre o Oceano Pacífico, em algum lugar do Sul da península russa de Kamchatka, eu experimentei a coisa mais apavorante até agora na minha carreira de piloto", disse ele. 


Não havia tempestades ou mau tempo, sugerindo que o relâmpago não tinha origem em uma tempestade. 

O brilho também é um mistério; luzes semelhantes foram vistas a partir de barcos de pesca, mas van Heijst diz que isso "não faria sentido nesta área". 

"Quanto mais perto chegávamos, mais intenso o brilho tornava-se, iluminando as nuvens e o céu abaixo de nós em um brilho alaranjado assustador, em uma parte do mundo onde não era para ter nada além de água", continuou ele. 


A única causa lógica deste brilho vermelho é a explosão de um vulcão enorme logo abaixo da superfície do oceano.

Mas apesar de serem poucos vulcões em sua rota, eles não tinham sido alertados para qualquer nova atividade - embora isso não necessariamente incluísse vulcões submarinos invisíveis. 

"Nós relatamos nossas observações ao Controle de Tráfego Aéreo e uma investigação sobre o que aconteceu na região remota do oceano começou agora", acrescentou. [DailyMail]

terça-feira, 12 de agosto de 2014

[Filme] Manual de Diagnóstico e Estatístico: A Farsa Mais Mortífera da Psiquiatria

[Filme] Manual de Diagnóstico e Estatístico: A Farsa Mais Mortífera da Psiquiatria
Uma farsa pseudo-científica elaborada… São 943 páginas e lista 374 “distúrbios” mentais. É a base para a lista de distúrbios mentais na Classificação Internacional de Doenças, usada em todo o mundo. Dos mesmos criadores do “Marketing de Loucura”, este documentário mostra a verdade chocante da farsa mais mortífera por detrás dapsiquiatria.
E embora pese menos de 2 quilos, a sua influência invade todos os aspectos da sociedade moderna: os nossos governos, os nossos tribunais, os nossos militares, os nossos média e as nossas escolas.
Usando-o, os psiquiatras podem obrigá-lo a tomar drogas psiquiátricas, retirar-lhe os seus filhos e tirar as suas liberdades mais preciosas.
É o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, e é o motor que impele uma indústria psiquiátrica de 330 mil milhões de dólares.
Mas haverá alguma solução por detrás do DSM? Ou não é nada mais do que uma farsa pseudo-científica elaborada?
Os criadores dos documentários de Lucros de Matar, O Marketing de Loucura e Erro Mortal, documentaram a verdade chocante da farsa mais mortífera por detrás da psiquiatria.

via http://www.noticiasnaturais.com/2014/08/filme-manual-de-diagnostico-e-estatistico-a-farsa-mais-mortifera-da-psiquiatria/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Novo processador da ibm imita funcionamento do cerebro humano


 

A IBM revelou nesta quinta-feira, 7, um novo microprocessador, chamado TrueNorth, que tem o objetivo de simular a forma de pensar do cérebro humano para resolver problemas, em vez de confiar na força bruta dos cálculos matemáticos para a resolução.
Ao contrário dos processadores modernos, o TrueNorth foi criado para compreender o ambiente, lidar com ambiguidades e tomar ações em tempo real compatíveis com o contexto. A proposta seria também criar um dos chips mais eficientes em consumo da energia da história, já que não seriam mais necessários tantos cálculos pesados para realizar uma ação, segundo o gerente da IBM Dharmendra Modha,
O TrueNorth conta com 5,4 bilhões de transistores, o maior número que a IBM já conseguiu colocar em um chip. Além disso, também estão inclusos 1 milhão de neurônios e 245 milhões de sinapses programáveis. Ele é modelado com base no cérebro humano, mas não chega perto dos 100 trilhões de sinapses dos humanos.
Mesmo assim, Modha diz que a quantidade é suficiente para fazer funcionar dispositivos que consigam emitir alertas de tsunamis, monitorar vazamentos de óleo, entre outras tarefas. Tudo isso consumindo o mesmo tanto de energia que um aparelho auditivo.
Em tese, o chip poderia utilizar muito menos processamento para tarefas complexas, o que pouparia energia. Um exemplo é que um robô como existe hoje depende do processamento da imagem e um grande poder computacional para entender que está andando na direção de uma pilastra e desviar antes de colidir. Já o TrueNorth permitiria sentir o pilar e desviar do perigo como um humano faria.
Uma das possibilidades de aplicação da tecnologia é ajudar pessoas cegas a andar tranquilamente por um ambiente sem problemas.
O chip tem sido destaque por possivelmente ajudar a superar a arquitetura de Von Neumann, usada em basicamente todos os computadores desde 1948, que confia no sistema matemático para processamento. Assim, a máquina seria capaz de perceber e pensar em coisas de forma autônoma de forma semelhante aos seres vivos.
A empresa ainda não tem previsão de lançamento do TrueNorth. O chip já está em sua segunda geração e está em fase de pesquisas e testes e prazos de chegada ao mercado ainda são algo distante da realidade.

Via http://olhardigital.uol.com.br/noticia/novo-processador-da-ibm-imita-funcionamento-do-cerebro-humano/43476

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Nasa pode induzir efeito estufa em Marte.


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Finalmente os terráqueos podem estar prestes a colonizar outro planeta – mas os primeiros embaixadores serão plantas, não humanos.
Dentro de alguns dias a Nasa deve anunciar se vai anexar uma “estufa” de um litro à sua próxima sonda marciana, que deve ser lançada em 2020. Uma estufa semelhante embarcaria em uma viagem à Lua com qualquer equipe capaz de aterrissar um robô por lá até 2015 para reclamar o Lunar X PRIZE, do Google. Esses experimentos poderiam esclarecer se a colonização humana da Lua ou de Marte seria possível.
O “Experimento Marciano com Plantas” da Nasa, chamado de MPX, pretende responder duas perguntas: será que plantas conseguem germinar e crescer na gravidade marciana? E será que conseguem prosperar enquanto são bombardeadas por raios cósmicos?
Para descobrir, pesquisadores afixariam um pequeno cubo transparente à sonda, cheio de dióxido de carbono, de acordo com Heather Smith, uma das principais pesquisadoras do MPX. Dentro do cubo haveria 250 sementes da planta Arabidopsis, uma prima de crescimento rápido da mostarda, escolhida porque já foi estudada à exaustão por cientistas.
Depois de a sonda aterrissar, as sementes seriam banhadas com água; aquecedores e LEDs regulariam sua temperatura. Dentro de 10 ou 15 dias, por meio de sensores e câmeras, o mundo poderia observar o nascimento, vida e morte dos primeiros seres conhecidos em outro planeta.
O Experimento Lunar com Plantas, ou LPX, foi projetado pela mesma equipe e usa métodos muito semelhantes. Todas as equipes competindo pelo Lunar X PRIZE do Google, que concederá US$20 milhões a qualquer iniciativa privada que pouse um robô na Lua até o fim de 2015, concordaram em carregar o LPX com seu robô se tiverem sucesso.
Esses não seriam os primeiro experimentos com plantas no espaço: humanos já colocam sementes em foguetes desde 1940. Em 1973, a Nasa enviou sementes de arroz para a estação espacial SkyLab para medir como a luz e a microgravidade afetavam seu crescimento. Em 1995, cientistas plantaram e reproduziram trigo na estação espacial russa Mir; dois anos depois, eles cultivaram e colheram esse trigo. A Estação Espacial Internacional abrigou um pequeno jardim experimental batizado de Unidade de Produção de Validação Vegetal Lada durante mais de uma década. Um recente estudo genético descobriu que plantas cultivadas no espaço têm o dobro das mutações encontradas na Terra.
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Plantas cultivadas em microgravidade têm problemas para orientar suas raízes e caules, mas não se sabe como elas se sairiam em gravidade baixa. Marte e a Lua têm aproximadamente um terço e um sexto da gravidade da Terra, respectivamente, e isso talvez seja suficiente para que as plantas se orientem corretamente, aponta o cientista sênior Chris McKay, principal pesquisador do MPX e do LPX. “Plantas não gostam de gravidade zero. Humanos não gostam de gravidade zero. Nem mesmo baratas gostam de gravidade zero”, observa McKay. “Mas não temos nenhuma ideia se isso também é válido para gravidade baixa”.
O experimento de Marte é um dos 58 projetos enviados para o espaço na sonda; espera-se que oficiais da Nasa anunciem sua decisão na quinta-feira. Ainda que a competição seja feroz, o MPX tem a vantagem de ser relativamente acessível – US$6,76 milhões. Se for aprovado, a equipe começará a enfrentar os desafios de enviar sementes esterilizadas em uma jornada pelo espaço interplanetário. Mas alguns dos maiores desafios desse experimento também seriam os mais mundanos: “Ainda temos que descobrir como manter uma câmera dentro de uma estufa sem fazê-la embaçar”, explica Smith.
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Enquanto isso, de volta à Terra
Cientistas desenvolveram várias inovações que ajudariam plantas a prosperar em outras partes de nosso sistema solar, e muitas delas estão se provando úteis em nosso próprio planeta. Na University of Guelph em Ontário, no Canadá, a Instalação de Sistemas de Ambiente Controlado está desenvolvendo caixas automatizadas para o cultivo de alimentos: sementes entram na caixa e, várias semanas depois, vegetais maduros saem dela. Como água, minerais e eletricidade serão escassos no espaço, as caixas devem usar esses recursos da maneira mais econômica possível. A equipe desenvolveu sensores que podem determinar quais minerais as plantas absorveram, permitindo que o sistema os substitua especificamente em vez de usar fertilizante de maneira indiscriminada. “Temos um sistema de LED com nove bandas que nos permite modificar comprimentos de onda individuais de todo o arco-íris e observar como diferentes misturas de luz promovem o crescimento”, explica o pesquisador Cody Thompson. “É agricutura de precisão”.
Essa precisão tem aplicações óbvias na Terra: a gigante do agronegócio, Syngenta, pretende usar a tecnologia para desenvolver plantas resistentes à mudança climática, explica o diretor da equipe Michael Dixon; pesquisadores da indústria de maconha medicinal esperam que ela possa ajudar no desenvolvimento de cepas para doenças específicas. “Até agora, pessoas investigavam essas questões em seus quintais ou em seus porões, sem envolver qualquer ciência real no processo”, declara Dixon. “Agora eles querem ciência, e eles têm margens de lucro suficientes para assumir os riscos”.
A tecnologia também poderia fornecer segurança alimentar em ambientes extremos ou isolados. O governo do Kuwait já investiu em demonstrações de protótipos para explorar se esses sistemas poderiam ajudar sua nação rica em petróleo, mas pobre em agricultura, a se tornar mais independente em termos alimentares. O governo canadense financiou um estudou de viabilidade para explorar se é possível enviar “jardins espaciais” a comunidades isoladas de mineração e aborígenes em suas regiões árticas, onde é comum pagar US$10 por uma pimenta verde “ já meio estragada”, descreve Thompson. A tecnologia de jardins espaciais produziria vegetais melhores e reduziria a dependência de importações.
De acordo com Dixon esses usos terrestres ajudarão cientistas a compreender melhor como a agricultura espacial poderia funcionar: “Depois da superfície da Lua ou de Marte, o pior lugar do Universo para plantas é um banco de neve nos Territórios do Noroeste”, conclui ele.
Referencias: Scientific American e Nasa


Veja mais em: http://climatologiageografica.com/nasa-pode-induzir-efeito-estufa-em-marte/#ixzz39YC0S3Pb

Entenda o conflito entre Israel e Palestina nessa animação

Um vídeo irônico, satírico e inteligente feito pela cartunista norte americana Nina Paley mostra, de forma desenhada, o conflito histórico pelo domínio da região conhecida como Terra Santa. A animação “This Land is Mine” (“A Terra é Minha”) ilustra a matança dos povos habitantes daquela região, com a trilha sonora de Andy Williams criada por Ernest Gold e Pat Boone.

This Land is Mine é uma paródia de The Exodus Song. Esta música era uma espécie de trilha sonora do sionismo americano na década de 1960 e 70. Era para expressar o direito judaico para Israel. Ao colocar a música na boca de todos os partidos em guerra, eu estou criticando a canção original”, explica Nina Paley

Respeitando a cronologia dos fatos, o vídeo retrata todas as guerras em torno da Terra Santa – nome bíblico que compreende o território de Israel, Cisjordânia e parte da Jordânia, que teria sido prometida ao povo judeu no Antigo Testamento.

Assista ao vídeo e entenda:




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Entenda quem são os personagens no vídeo genial feito por Nina Paley:
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Homem primitivo: este “homem da caverna” genérico representa os primeiros moradores, ou colonos, em Israel/Canaã/Levante.
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Cananeu: como eram os cananeus? Não sei, então este desenho é baseado em uma antiga ilustração sumeriana.
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Egípcio: Canaã localizava-se entre dois impérios. O Egito controlou Canaã algumas vezes, e…
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Assírio: a Assíria controlou Canaã outras vezes.
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Israelita: os “Filhos de Israel” conquistaram a região, de acordo com os sangrentos e violentos registros do Velho Testamento.
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Babilônio: em seguida, os babilônios destruíram o templo dos israelitas levando os hebreus ao exílio.
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Macedônio/Grego: e aí chega Alexandre, o Grande, conquistando tudo!
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Grego/Macedônio: tão logo Alexandre conquistou tudo, seus generais se dividiram e lutaram entre si.
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Ptolomaico: descendentes gregos de Ptolomeu, um dos generais concorrentes de Alexandre, governavam o Egito vestidos de reis-deuses egípcios. (A famosa Cleópatra da mitologia ocidental e de Hollywood era ptolomaica).
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Selêucida: outro legado greco-macedônico de Alexandre.
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Sacerdote Hebreu: esse cara não lutava, ele apenas administrava o Segundo Templo que foi restabelecido pelos hebreus em Jerusalém após o exílio babilônico.
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Macabeu: os Macabeus eram liderados por Judá “O Martelo” Macabeu, que lutou contra os selêucidas, salvou o Templo, e inventou o Chanmukah. Até que…
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Romano: os romanos destruíram o Segundo Templo e tornaram a região parte do Império Romano…
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Bizantino: …e a dividiu formando os impérios oriental e ocidental. A parte oriental foi chamada de Império Bizantino. Eu não sei se os romanos lutaram contra os bizantinos (romanos orientais), mas isto é apenas um desenho animado.
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Califa Árabe: falando em desenho animado, qual era a aparência dos Califas Árabes? Esta é a minha melhor suposição.
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Cruzado: depois dos cruzados saírem matando em nome de Jesus Cristo, eles estabeleceram Estados Cruzados, sobretudo, o Reino de Jerusalém.
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Mameluco do Egito: a Wikipedia diz, “Com o tempo, os mamelucos tornaram-se uma poderosa casta militar em várias sociedades muçulmanas (…) Em lugares como o Egito, da Dinastia Aiúbida até a era de Muhammed Ali do Egito, os mamelucos eram considerados os ‘verdadeiros senhores’, com um status social acima dos muçulmanos nascidos livres. E, aparentemente, eles controlaram a Palestina por algum tempo”.
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Turco Otomano: já mencionei que isto é um desenho animado? Provavelmente ninguém foi para a batalha vestido desta maneira. Mas os grandes turbantes, as ricas roupas e as joias pareciam estar em voga entre a elite turca otomana, de acordo com algumas imagens que encontrei na internet.

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Árabe: esta é uma generalização grosseira de um “árabe” genérico do século 19.
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Britânico: os britânicos formaram alianças com os árabes, e então, ocuparam a Palestina. Este desenho é uma simplificação exagerada e usa esta caricatura britânica como um tipo de atos substituto para os europeus em geral.
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Palestino: Os britânicos ocuparam as terras destes caras, somente para deixá-las abertas ao vasto influxo de…
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Judeu Europeu/Sionista: sobreviventes desesperados e traumatizados dos campos de extermínio. Os colonos sionistas judeus, estavam prontos para lutar até a morte por um lugar para chamar de lar, mas…
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OLP/Hamas/Hezbollah: …as pessoas que lá viviam também estavam dispostas a lutar pelos seus lares. Vários movimentos de resistência militarizadas surgiram em resposta a Israel: a Organização de Liberação da Palestina, o grupo Hamas e Hezbollah.
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Estado de Israel: com o apoio dos países “ocidentais”, especialmente dos EUA, Israel recebeu muitas armas e é o único Estado da região a ter armas nucleares sancionadas.
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Guerrilheiro/Combatente da Liberdade/Terrorista: às vezes as pessoas lutam com uniformes militares, às vezes não. Para aumentar os calafrios na área estão as armas nucleares ilícitas, possivelmente do Irã ou de outros lugares da região. Quem será o próximo?
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O Anjo da Morte: o verdadeiro heróis do Antigo Testamento e, também, de agora.
Texto e ilustração: Nina Paley

Via http://www.hypeness.com.br/2014/08/entenda-o-conflito-entre-israel-e-palestina-nessa-incrivel-animacao/